Conto porque não sei cantar

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Illustration: cha sangmi

 Às vezes tenho vontade de praguejar contra a felicidade. Não que eu não goste dela, muito pelo contrário. Na verdade, faço isso só para me sentir mais corajoso, é bom sentir-se assim.

Porém, pensando melhor, acho que ninguém quer realmente ser feliz. Talvez em nosso intimo odiamos essa coisinha chamada felicidade. Como sei disso? Bom, eu não sei, eu acho - que nenhum jornalista de verdade leia esta parte.

Vamos lá, nós damos amor! Está certo que o damos esperando algo em troca. Mas apenas “esperamos”, pffu, existe maior prova de amor à infelicidade? Esperança é coisa de pessoa que se sente mal com o presente. Se você estiver pensando: “porra, mas todo mundo tem esperança”, então, acho que estamos nos entendendo.

Quero deixar claro que não tenho nada contra dar amor. Eu faço isso, me fodo na maioria das vezes, mas faço e gosto… Para o mundo que eu quero descer! Acabei de perceber que gosto mais quando recebo. Que merda. Acho que este texto é só mais um texto errado que escrevo.

Opa! lembrei de um bangui aqui. Teve alguém que disse que o egoísmo é triste - não que eu acredite nisso, mas odeio estar errado - e preferir ganhar é egoísmo. Ou egoísmo é gostar de ganhar e nunca retribuir? Bom, não sei. Vou ficar com a primeira opção e ser um ignorante seletivo.

Acreditando que estou certo, mesmo não acreditando de verdade, termino dizendo que, se fôssemos, realmente, amantes da felicidade não daríamos amor, trocaríamos.

ESCRITO POR:
Bruno Farias  é estudante de jornalismo que tentava entender a vida, mas depois que percebeu que só tinha uma desistiu. Ou fingiu desistir. Ele é geminiano, então, para ele, essa é só mais uma questão mal resolvida.
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