Viver de YouTube: Mais que um canal, um estilo de vida!


Em Apucarana (PR)...
— “Não conheço.”
— “Fica próximo a Maringá, Londrina.”
— “Humm, sei!”
... o jovem Guilherme Gimenes de 24 anos é só mais um recém-formado em Publicidade e Propaganda. Em seu canal no YouTube, porém, a história é outra.

Jovem desiste de emprego para se dedicar ao seu canal no YouTube.

Quando você começou a postar vídeos na internet, você tinha qual objetivo?
Meu objetivos são sempre focados em fazer aquilo que eu tenho vontade. Não sei passar vontade, começa por ai. (risos). Mas o principal objetivo do canal sempre foi compartilhar. Dividir com pessoas muito do que eu sei e sou. Tanto é que, antes de criar o canal minha mãe havia sugerido que eu escrevesse um livro sobre as experiências que eu vivo, mas ao invés disso eu criei um canal no YouTube (mas também pretendo escrever o livro).

Como funciona a escolha dos temas?
Funciona da forma mais natural possível, falar com propriedade é importante, logo, optar por assuntos mais comuns ajuda bastante. Por isso, falo sobre aquilo que eu vivencio na minha rotina. No entanto, para canais que estão começando, como o meu, é importante selecionar temas que o público procura, nesse caso, as famosas tags ajudam muito, ou seja, fale sobre coisas que as pessoas pesquisam na barra de pesquisa!

Você produz os vídeos sozinho?
Sim. Eu tenho alguns amigos que me auxiliam dando sugestões, fazendo algumas críticas construtivas e dando opiniões, eles enxergam a coisa por pontos de vista diferentes e isso ajuda na relevância do conteúdo. Mas, fora isso, a produção do canal depende apenas de mim.

Como você reage aos comentários?
As pessoas, como nunca antes, querem falar. Colocar para fora o que pensam, fazer discursos nas redes sociais e receber likes por isso. Acontece e faz parte. O importante é respeitar cada comentário, cada ponto de vista. É difícil as vezes, mas debater quase nunca resolve nada, muito pelo contrário, piora ainda mais a situação, por isso, eu prefiro evitar discussões. Respeito é a resposta!

Em que momento você notou que isso poderia ser uma fonte de renda?
Sei disso desde o início do canal, mas não na prática (risos). Isso leva tempo (muito tempo) e os  grandes youtubers me motivam mostrando que com determinação e disciplina eu também posso chegar na fase onde eu vou conseguir manter uma fonte renda apenas com YouTube, fazendo algo que me faz bem, compartilhando através de vídeos na internet. Mas é importante ter em mente que essa questão financeira é apenas consequência de um trabalho bem feito.

Você contou com a ajuda de alguém para começar a produzir?
Sim e não. Sim, mas as pessoas que me ajudaram não sabem que me ajudaram. Eu me refiro aos creators dos canais que eu me inscrevo no YouTube. São grandes referências, pessoas que me mostraram o caminho por onde eu deveria começar. Mas tecnicamente falando, não, tudo foi e é produzido por mim mesmo.

 


Como a sua família encara o sua nova rotina de YouTuber?
Minha mãe não entende como isso pode me sustentar um dia e me “crítica” por isso (risos). Mas isso não é um problema. Já minha família, de modo geral, acha isso divertido. Eles super me apoiam.  

Até quando você pretende continuar com seu canal?

Enquanto a internet existir eu quero produzir conteúdo digital. Forever.

O que você acha do fenômeno dos youtubers?
É difícil responder essa pergunta porque a internet tem essa característica, dar a impressão de tornar as pessoas “famosas” quando na realidade ela está apenas tornando as pessoas mais públicas do que já são por conta de algo que viraliza. Um ou outro não sabe lidar com essa “condição” e isso é extremamente visível. Pelos youtubers que eu já acompanhei e acompanho, percebo que cada um reage de um jeito. Acho que ter o pé no chão é bacana e não torna ninguém chato na internet. Existem sim fenômenos e nós sabemos quem são. Ponto.     

Qual é a maior dificuldade para um youtuber que está começando?
O difícil é encontrar tempo para produzir conteúdo quando se tem outro trabalho, e outras atividades diárias. Ter disciplina e planejar é importante nesse momento. Outra grande dificuldade é fazer parcerias com outros youtubers. Isso ajuda DEMAIS no engajamento do canal e no crescimento e retenção de inscritos. Mas para eles, um youtuber que está começando é só mais um, além claro, do tempo que eles teriam que disponibilizar para gravar comigo. É bem complicado. Ter “contatos” nessas horas é interessante (risos). Eu não tenho, então tenho que ir tentando até conseguir. Uma hora dá certo!

De todos os seus vídeos, qual o seu preferido e por quê?
Eu sou muito apegado a pessoas, principalmente amigos. Se estou com amigos eu estou completo. Por esse motivo eu tenho como vídeo preferido o vídeo “AMIGOS” onde eu falo deles para eles.


Referente às normas do Youtube, qual o cuidado inicial que as pessoas devem ter?
Existem MUITAS normas e regras para se respeitar e se seguir no YouTube. A que mais se deve tomar cuidado é a que se refere aos direitos reservados. Na internet parece que tudo é de ninguém, o que não é verdade. Tudo é registrado e patenteado, músicas, imagens, bordões, etc. E se você usar sem autorização, você pode ter muita dor de cabeça através até de processos judiciais. Estudar o YouTube e ler a normais referente a tal é legal.

Deixe um recado para os leitores do About Jovem?
É um prazer fazer parte desse blog. Falar sobre algo que eu amo é bom demais, mas falar sobre algo que eu amo para vocês é melhor ainda! Nunca deixem de sonhar, mas não sonhem demais, o importante é fazer, é começar! Contem sempre comigo. Meu canal também é de vocês, fiquem a vontade em fazer parte da família Tal de Gui.


E se alguém te perguntar de onde você tirou tudo isso aqui, diz que foi um tal de Gui!

 

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