Entrevista com a futura jornalista Isabella Bittencourt


Abençoada com o dom da fala, curiosa, sempre se aventurou em fazer qualquer tipo de atividade por querer entender melhor a situação. Ainda pequena, Isa fazia balé na escola em Curitiba (PR), onde morou por 3 anos, e nas aulas sempre se destacou por ser uma criança muito hiperativa e que aprendia tudo muito rápido. Mas não durou muito para que ela substituísse as aulas de balé por futsal com os meninos. Na escola sempre foi a garota que gostava de fazer tudo certo e terminar primeiro, ai daquele que se atrevesse dizer que ela não era capaz. Aos 23 anos, Bittencourt fez teatro, frequentou aula de piano, pintura em tela, pintura em tecido e participou recentemente de um workshop de TV e Cinema que fez com que ela refletisse sobre a possibilidade de fazer artes cênicas depois que concluir jornalismo. O About Jovem bateu um papo com a futura jornalista, que atualmente vive em Volta Redonda (RJ) e o resultado, você confere abaixo:

Fotos: Amanda Rufino

- Como é o seu dia a dia?
Corrido. Acordo às 6h, lancho, me arrumo e vou para academia. Malho até às 8h, tomo banho, me arrumo e vou para a Foco Comunicação, meu atual emprego onde trabalho com gerenciamento de rede social, escrevo conteúdo pra web e ajudo no tráfego das demandas. Saio do trabalho às 18h30 (quase nunca) rs! E vou direto para a faculdade e lá fico até às 22h. Aiiiiiiiiiii sim eu chego em casa e vou saber o que está rolando no mundo. Tento ler os jornais ou assisti-los. É bem corrido!

- Qual é o tipo de pessoa que você gosta de lidar?
Gente rápida, esperta, sem mimimi. Sou do tipo de pessoa que não precisa falar 2x, na primeira eu já entendi e tô dando meu jeito de fazer. Pessoas que eu tenho que explicar muitas vezes, geralmente pessoas desinteressadas, me irritam bastante. Ahhh, gente que fala devagar também. Dá vontade de sacudir a pessoa e falar: MINHA FILHA (O) PÕE ISSO TUDO PRA FORA LOGO.

- Existe algum motivo em especial para esse tipo de pessoa ser ideal para você?

Sim, porque eu sou assim. Aquela história de "os opostos se atraem..." pois é, não se aplica só no amor.

- Você está namorando alguém no momento ou está disponível?
Namorando. Namoro há 5 anos! Nunca terminamos, esse é o tempo corrido mesmo. Mas é supertranquilo.

Fotos: Amanda Rufino

- Você tem alguma qualidade que chame atenção?
Espontaneidade.  Sempre falam "seu sorriso é lindo quando você sorri assim". Sempre solto uma gargalhada, não é difícil arrancar um sorriso de mim.

- Sobre sonhos a realizar. Você tem algum?

Ih, muitos. Mas eles mudavam sempre então só neste ano pude classificá-los. Hoje em dia planejo terminar a faculdade (que se encerra no final deste ano) e, quem sabe, poder fazer meu mochilão pelos EUA. Não sei se será os EUA mesmo, mas meu desejo é melhorar o meu inglês, isso é uma coisa que me aborrece ainda não dominar. E eu queria poder viver do teatro também, é muito boa a sensação que eu sinto quando estou em cena. Mas, mais importante do que isso são as pessoas que fazem tudo isso acontecer, desde a produção até a direção. Ano passado tive a oportunidade de participar do "Nasce uma cidade" um desfile cênico pelas ruas de Barra Mansa/RJ com duração de 4h e que conta a história da cidade. O espetáculo é em comemoração ao aniversário da cidade e é mágico. Às vezes me pego tentando resgatar o que eu sentia na época, era muito forte, me mudou muito, por isso o desejo de fazer teatro.

- Tem medo de ficar sem?
Minha vontade de viver. Nunca levantei da cama pensando "ah, eu sou a pior pessoa do mundo", não que eu seja a pessoa mais otimista, mas mentalizar que as coisas darão certo e isso dependerá da minha energia em fazer com que elas deem... Isso me move. Também sou muito de olhar dentro dos olhos. Acredito muito nas relações que se estabelecem entre as pessoas a partir do "olhar o outro de dentro pra fora" tentando enxergar muito mais do que uma casca. Isso é fascinante.

- Um livro?
O pequeno príncipe. Li quando pequena, reli quando grande e a "sacada" foi outra, me fez ficar mais próxima de mim mesma, das minhas angústias e anseios.

Fotos: Amanda Rufino

- Um ídolo?
Angelina Jolie, não pela beleza, mas pela capacidade em ser uma mulher incrivelmente bela também nas ações. Admiro o trabalho dela como embaixadora da ONU e todo o trabalho que ela faz, seja em prol da causa ou nas telonas.

- Uma frase?

"Saber que ao menos uma vida respirou melhor porque você existiu".

- Brasil?
No atual cenário em que vivemos, vou me restringir em dizer que os discursos teriam mais força se ditos com amor e olhar ao próximo. Vejo pessoas propagando discursos odiosos, acusando amigos nas redes sociais, isso me assusta e me desperta dúvida. Dúvida em crer que uma pessoa que consegue ser agressiva, influenciável e totalmente intolerante consiga andar por aí sem culpa e agindo de forma completamente amorosa com sua família. Não há nexo. Porque alguém "desconhecido não deve receber o mesmo respeito. Cadê a compaixão com o próximo?

- Um site?
Leio muito site de notícias como: O Globo, Folha de São Paulo.
Entretenimento leio: Catraca Livre, Hypeness.


Fotos: Amanda Rufino

- Eu amo?
Dormir de conchinha.

- Uma música?


- Mania?
Me meter no problema alheio e acreditar que eu sempre posso fazer algo diferente por alguém.

- Primeiro beijo?
Aos 11, Matheus era o nome, foi vendo "procurando nemo no cinema". Não era esse menino que eu queria ter beijado, era o amigo dele, porém ele não me quis.
Mas foi horrível, eu usava aparelho e tinha medo de machucá-lo.

- De Isabella para Isabella. Quem é Isabella Bittencourt?
Sou uma confusão ambulante. Quem me olha me vê equilibrada mas não imagina a confusão interna que eu estou passando. Sou do tipo "elétrica" gosto de me submeter a tudo, isso me move, me faz sentir viva. Com isso aprendo muito, conheço muita gente e ouço muitas histórias. As histórias das pessoas me alimentam. Entender como uma pessoa chegou a tal lugar por conta própria me incentiva. Gosto de ouvir. Ouço idosos, amigos, meus chefes. Acho que o grande problema da humanidade é que ela não anda se importando muito com o outro, com a troca de olhar e conhecimento interno. Está tudo muito superficial. Temos que parar de disputar problemas, parar de escutar o outro só para responder ao invés de entender e absorver. (imagina para uma pessoa que fala muito como eu como é difícil fazer esse exercício de só observar. rs!)

Fotos: Amanda Rufino

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