DOSSIÊ PARIS VERÃO 2016

 
A moda masculina começou a apresentar suas coleções de primavera-verão 2016, em Paris, com ares de renovação e um toque cosmopolita nesse que é o setor da indústria que hoje cresce mais rápido que a moda feminina.

"Desde os anos 60, a moda masculina pouco a pouco vem abocanhando partes do mercado e o certo é que hoje, com a grande variedade de opções oferecidas pelas coleções, o homem escolhe o que quer", disse em entrevista à AFP o estilista Lucien Pellat Finet, que abriu a semana de moda parisiense com sua coleção.


"Este ano trouxe uma nova cozinha", disse o veterano estilista francês sobre sua coleção, em vários tons de azul. "Há novos ingredientes, com base em camisetas, relaxada e fácil".





O jeans esteve especialmente presente na prolífica coleção Valentino, com 73 modelos, quantidade astronômica para uma coleção masculina que ilustra o bom momento do setor, declinado em casacos e calças. Muitas vezes aparecem personalizados com bordados ou estampas florais ou animais, outra tendência da temporada. O jeans apareceu também em jaquetas de patchwork em diferentes tons de azul.

Na Valentino, o "imperatore" do classicismo, as silhuetas masculinas recuperam certa serenidade. O jeans marcou presença em jaquetas e calças, personalizados algumas vezes em estmpas florais ou animais que evocavam a estética japonesa.

Jaquetas e casacos vem em tons muito masculinos, do preto ao cáqui, passando por azuis e beges.

Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, diretores criativos da marca desde 2008, revisitam as estampas de camuflagem militar e ombreiras, que acentuam o aspecto viril dos modelos.





O azul, junto com preto, branco e areia vem se consolidando como as cores para a temporada verão 2016. O desfile da 3.1 Phillip Lim apresentou um contraste em sua coleção: cores sóbrias e modelagem extremamente inovadora. Amplitude continua sendo a palavra chave quando os estilistas mostram esse novo luxo na moda, que é o conforto. Ainda aqui conseguimos ver o macacão como peça chave da temporada, as listras – que já apareceram quase que unanimemente nessa temporada – e os blazers com abotoamento duplo. A idéia de que o homem pode ir para a rua com pijama, seja em formato de terno ou de kaban oriental, vale aqui também. Aliás, o oriental também empresta sua rigidez militar para algumas peças da apresentação. A estampa com folhas e galhos dá um respiro para as flores que não param de brotar nas passarelas em Paris.





A grife japonesa Kolor apresentou bela coleção na Maison de la Radio, em Paris. De espírito utilitário e militar, o repertório incluiu belas jaquetas na cartela de verdes e terrosos, parcas camufladas, calças folgadas e bermudas mais ainda. Tudo com cara de amassado, confortável, fácil de usar. Nos pés, sandálias de inspiração trekking e lindos pares de monk straps de sola tratorada.O styling apostou em um inteligente e delicioso exercício de sobreposições, ideia bastante atual. Comercial e conceitual na medida certa.





O desfile de verão 2016 de Rick Owens foi poderoso. Com o pé fincado no conceitual, Owens fez dos coletes alongados e casacos sem mangas as suas pièces de résistance. Eles foram o ponto de partida para produções repletas de layers, invariavelmente combinados a bermudas folgadas e coturnos. O preto reina, é claro, mas sobra espaço para tons pastel e pontos mais vivos de verde e vermelho. O styling rebuscado, que desafia o olhar a entender onde começa e termina cada peça, além do casting andrógino/esquisito de sempre estavam impecáveis.




Um dos desfiles mais esperados da semana de moda de Paris mais uma vez causou comoção – desde seus convidados, estrelados às peças apresentadas. A coleção da Louis Vuitton Verão 2016, criada pelo estilista Kim Jones, foi inspirada em suas referências sobre o sudeste asiático e sobre os anos 80.
O verão 2016 da Vuitton é esportivo, orientalista, urbano e ao som do eterno chic Nile Rodgers. Uma das confirmações da temporada: oriental e pássaros (muitos e variados).





A coleção de Verão 2016 de Dries Van Noten sai o clima cool bourgeoisie pra entrar um quê de pop art nas silhuetas da loira mais famosa (Marilyn Monroe) de Hollywood mais lagostas e oncinhas.





O diretor criativo da marca não pensou duas vezes ao desenvolver a coleção Maison Margiela Verão 2016. John Galliano nem pestanejou e continuou a fazer os famosos experimentos com tecidos e outros materiais que caracterizam a marca. Por exemplo: camisas e camisetas ganharam rolitê de borracha, a alfaiataria vem com sobreposições e, acima de tudo, com uma modelagem mais próxima ao corpo, contrariando a tendência do momento, que é a amplitude. As calças retas, que deixam qualquer homem elegante, dominaram a apresentação. Algumas com tecidos sem acabamento e costuradas fora do padrão. A desconstrução de jaquetas na passarela deixou alguns looks bem modernos. E a textura do tricô com as calças que tem um efeito avental texturizado também mostram esse laboratório da moda que agora é capitaneado pelo estilista inglês com nível alto de criatividade. Os casacos longos e compridos apareceram bem austeros.





A influência religiosa foi mais do que clara na coleção da Givenchy. Profundamente religioso, o estilista resolveu estampar o rosto de Jesus Crucificado em camisetas, camisas, kilts (aquelas saias pregueadas) e, mais à frente, mostra uma espécie de Sudário em macacões e em peças que são modernas e se contrapõem ao tema.

Na passarela estavam Naomi Campbell, Kendall Jenner, Joan Smalls e Candice Swanepoel.





Humberto Leon e Carol Lim talvez tenham produzido a coleção mais consistente da Kenzo desde que assumiram a marca, há três anos. Sem apelar para as estampas marcantes e hits atrelados a tendências efêmeras, a dupla construiu um repertório elegante de peças lisas, impregnadas de espírito esportivo e utilitário, feitas para um homem essencialmente nômade. A referência é recorrente nas coleções de meio mundo, fruto da globalização da moda. Alfaiataria folgada, calças mais ainda, com elástico na cintura e DNA utilitário, assim como parcas e jaquetas cheias de bolsos, conduziram o desfile.





O verão da Dior Homme manda o clássico para as ruas e acerta na mosca com um preciso balanço de tradição e juventude. A alfaiataria tradicional ganha a companhia do camuflado em forros, camisas e calças secas, enquanto camisas tradicionais e gravata fininhas preferem jaquetas bomber e parcas ao blazer de sempre. Nos pés, sapatos de solado encorpado de crepe dão pitada rock ao conjunto, mesma ideia dos zíperes de certas calças. Outra estampa velha conhecida dos homens, o argyle, ganha roupagem nova em coletes e tricôs. A coleção gera desejo imediato, com profusão de peças statement, importantíssimo para uma grife com a tradição da Dior, em busca de manter-se relevante como referência masculina em tempos de feminilização intensa do homem





Essa é a estreia da linha masculina da Balmain nas passarelas da Semana de Moda Masculina de Paris e, apesar dela ser responsável por 40% do volume de vendas da marca. O tema são grandes aventuras do começo do século 20. O blazer cheio de tiras de couro formando um relevo com nós diferentes impressiona, mas pra eles o que deve pegar são as sahariennes com os bolsos utilitários do momento. Referências à Union Jack, bandeira inglesa, pintam aqui e ali.





Véronique Nichanian é a cabeça criativa por trás das coleções masculinas da maison francesa, Hermès. E o que isso significa? Uma coleção coesa, fácil de usar e cheia de novidades têxteis tecnológicas . Dentre as invenções tecnológicas, um  tecido que é um mix de pele de cabra  com sarja de seda. Véronique reuniu dois grandes ícones da Hermès: a seda famosa pelos lenços e o couro, carro-chefe dos ícones – as bolsas e suas selas. E não foi surpresa ver que Nichanian usaria em seguida essa conquista em uma T-shirt. Uma coleção comercial com espaço para inovações – é isso que sempre esperamos dos grandes designers e marcas. Na passarela, teve calça de camurça em um tom de verde vibrante e no lugar do cós tradicional, elástico, blouson em volie de seda, moletom com capuz em couro de cobra d’agua em um vermelho tomate vibrante.




Outros desfiles da temporada: Lemaire, Gosha Rubchinskiy, Y Project, Walter Van Beirendonck, Haider Ackermann, Raf Simons, Issey Miyake,Boris Bidjan Saberi, Andrea Crews, Yohji Yamamoto, Julius, Junya Watanabe,Ann Demeulemeester, Juun J, 22/4 Hommes, Comme des Garçons Homme Plus, Henrik Vibskov,Etudes Studio, Songzio,Wooyoungmi, Lanvin, No Editions, Rynshu, Lanvin, No Editions, Rynshu, Agnès B., Paul Smith, Y-3, Hood by Air, Thom Browne, Saint Laurent e Umit Benan.




   Destaque aos brasileiros!   


Os brasileiros que desfilaram na temporada masculina Verão 2016 em Paris: Diego Fragoso (Ford Management), Gabriel Vieira  (Mega Model Brasil) e Luis Coppini (Ford Management) fizeram bonito na passarela da Givenchy.


 O alagoano de 22 anos Diego Fragoso desfilou para Givenchy Men

Gabriel Vieira desfilou para Givenchy Men

Luis Coppini desfilou para Givenchy Men


Comentário(s)
0 Comentário(s)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe um Comentário: