O preconceito não tem peso físico que possa ser contabilizado em uma balança!

Foto da esquerda atual e foto da direita antiga

Não sei se é culpa dos microcosmos em que eu vivo, ou se é um fenômeno realmente da nossa sociedade, mas me dei conta esses dias de que atualmente as pessoas se classificam e são classificadas basicamente como gordas ou magras.

E por gordo se toma todo aquele que não exibe um corpo tão sequinho pela ausência de gordura que quase parece esturricado.

Então eu me pergunto: onde é que foram parar as pessoas com físico normal?

Digo, com um corpo nem gordo, nem magro?

Cadê aquele grupo de pessoas com o IMC (índice de massa corporal) saudável, com o percentual de gordura dentro da média recomendada pela Organização Mundial da Saúde, com os exames clínicos em dia, mas que exibem uma gordurinha bem de leve aqui ou acolá ou uma flacidez em um ou outro pedacinho do corpo?

Gente, essas pessoas praticamente desapareceram do meu convívio social.

Porque elas próprias se acham gordas e querem desesperadamente ser magras.

Pergunte a amigos: “Se encontrasses o gênio da lâmpada, que pedidos farias?”. Prazer (compras, comida, bebida, viagens, amor e sexo), beleza (corpo escultural e aparência de celebridade), sucesso (dinheiro, fama, poder, ser o melhor do mundo em algo) e boa vida (ócio, saúde, luxo e conforto)… isto seria a felicidade plena! Eles não são exceções, este é o imaginário dos que, mesmo sem o gênio da lâmpada, sonham em ganhar na Mega Sena ou esperam que um grande lance dê certo para viabilizar seus desejos. Mas juntos esses desejos são impossíveis, pois se contrapõem: o “prazer é gordo” e a “beleza é magra”. As magras e os musculosos não comem gorduras e doces e talvez nem tomem uma cervejinha gelada no churrasco de final de semana. Não há milagre que torne magro, forte e saudável quem se entrega aos prazeres de comer e beber.

Celebridades são vistas em mansões e iates, mas poucos sabem que a cena pode haver acontecido em um dos seus raros momentos de lazer. O “sucesso é sofrido” e a “boa vida é preguiçosa”, eles não combinam. Para se destacar em qualquer área, é preciso se dedicar muito. Quem já alcançou o sucesso e passa a desfrutar da “boa vida” entra na descendente, pois o esforço para manter o alto desempenho não permite relaxar.

Se não dá para ter, ao mesmo tempo, beleza, prazer, sucesso e boa vida, por que então tantos sofrem perseguindo esse sonho?

Imagine agora um novo paradigma, pelo qual a beleza não está nas medidas do busto, quadril ou na barriga tanquinho, mas no jeito de ser e valores, na alegria e energia transmitida, na amizade e solidariedade demonstrada. O prazer não está no consumo, mas nas boas ações, nos sorrisos e nas gentilezas. O sucesso não é acumular dinheiro e troféus, mas fazer o bem e tornar os outros felizes. A boa vida não é o ócio, mas sim trabalhar no que e com quem se gosta, com liberdade para desenvolver todo seu potencial. Ainda é necessário muito esforço para atingir esses objetivos, mas as motivações e as recompensas são outras. Muitos dirão que isto é uma ficção. Agora, pense no que é mais fácil de tornar real: esta “ficção” ou o gênio da lâmpada?

O novo paradigma é um sonho de quem não quer mais o mundo como ele está, quer transformá-lo; que não espera pelo gênio da lâmpada ou pela Mega Sena e, por pouco que seja, faz a sua parte e estimula outros a construí-lo!

Muitas pessoas convivem com essa neurose diariamente! Pense nisso!


ESCRITO POR:
Elissandro Persil  é fundador do About Jovem, acredita que viver é bom, viver conectado é melhor ainda. Aos 21 anos, o pernambucano que atualmente reside no interior de São Paulo, trabalha em uma multimarca, é estudante de Publicidade e Propaganda, divide seu tempo com colaborações em outros sites e blogs. É entusiasta do compartilhamento de conhecimento e da interação com seus leitores.
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