PRIMEIRO DIA DE SPFW VERÃO 2015






ANIMALE

Direção criativa: Priscilla Darolt

Direção de desfile: Zee Nunes

Styling: Yasmine Sterea

Beleza: Silvio Giorgio

Programação robótica: Alvaro Uña

Inspirações: Um olhar para dentro do Brasil

Materiais: Seda, couro, renda renascença, tricô e latex

Cores: Terra, céu, açaí, tangerina, menta, cimento, café, branco e preto

Highlights: Algo mudou na estética da Animale. A silhueta está mais fluída, a mulher que a marca representa, mais solta e leve. Uma mudança sutil e que não compromete a linha de pensamento da marca. O interessante no trabalho da Animale é que o produto tem uma força que independe de temas ou estações. Priscilla Darolt viajou para o Recife e para a Amazônia em busca de referências e ideias. A marca finca o pé com força no desenvolvimento de tecidos e novas possibilidades de materiais. A renda renascença, por exemplo, é um ícone do artesanato brasileiro, mas aqui foi trabalhada no couro e com um traço mais gótico para não ficar com um ar romântico. Certamente o calor desumano que assolou o país neste último verão fez bem para a marca, que aparece mais solta, com uma atitude relax (as parkas amplas e jogadas marcam bem essa ideia), ainda assim bem Animale.




JOÃO PIMENTA

Direção criativa: João Pimenta

Direção de desfile: Augusto Mariotti

Styling: Heleno Manoel

Trilha: Max Blum

Beleza: Helder Rodrigues

Materiais: Tecidos desenvolvidos especialmente pelo estilista e combinações inusitadas de materiais — sarja emborrachada e cambraia, lã fria e couro, poliéster, poliéster emborrachado, cetim, seda pura e sarja com aplicação de efeitos laminados

Cores: Tons de azul, cinza e prata; preto

Sapatos: West Coast e João Pimenta

Estampa: Maria Rosa Alves

Highlights: As coleções de João Pimenta podem não ser sempre uma unanimidade, mas um mérito inabalável do estilista é que ele nunca se acomoda. Neste Verão 2015, ele continua sua evolução de estilo, buscando agora um olhar mais contemporâneo – movimentação que se nota tanto nos cortes e tecidos da coleção quanto em elementos do próprio desfile, como o casting e a trilha sonora. “Questionar o lugar comum é um desafio ainda maior do que encontrar a forma ideal”, provoca a grife, que pensa, nesta estação, em uma mistura de praia e alfaiataria para criar a imagem que eles chamam de “surf couture”. Com essa abordagem mais esportiva, a marca dispensa o colete e se concentra nas possibilidades do paletó + calça, combinação valorizada pelos recortes com misturas de texturas. Como habitual no trabalho do estilista, destacam-se os tecidos especiais, feitos desta vez por meio de desenvolvimento industrial, com fios de alta torção e acabamentos específicos em composições têxteis mais resistentes, com aspectos encerados e acetinados. Mas mesmo com esse olhar para novos caminhos, vê-se sempre a “assinatura” de João Pimenta. O quê de androginia, por exemplo, embora muito menos marcante do que há algumas temporadas, ainda está presente – em um dos looks, em que o paletó amarrado na cintura faz referência a uma saia, pelo menos de costas; e no look final, desfilado pela modelo sensação da temporada, Thairine Garcia.




TUFI DUEK


Marca: Tufi Duek

Direção criativa: Eduardo Pombal

Styling: Flavia Lafer

Direção de desfile: Ruy Furtado

Beleza: Daniel Hernandez

Trilha: Max Blum

Inspirações:  Calor, piscinas icônicas, balneário, anos 60

Materiais: Rafias texturizadas, tricoline com tratamento franzido, algodão, paetês, tule com tiras holográficas

Cores: Tons claros, como branco, prata, off white e rosa, intercalados com preto, vermelho e azuis

Highlights: Após as imagens fortes étnicas das temporadas passadas, a Tufi Duek muda totalmente de direção e corre atrás de um verão fresco, leve e jovem. “A história é Balneário”, começa a stylist Flavia Lafer, que conduziu a apresentação da coleção junto ao estilista Edu Pombal. Piscinas icônicas e anos 60 completam o mood board. Edu viajou para Miami, onde fez um tour pelas melhores piscinas dos melhores hotéis para entender o que poderia tirar daquele universo. Do alumínio das escadinhas aos tecidos e estampas dos estofados do mobiliário de piscina, tudo está presente na coleção, com um perfume 60’s e 70’s. Como sempre, há um trabalho muito sofisticado nos materiais desenvolvidos. E a marca não poupa esforços: uma das imagens mais fortes da passarela é feita em um tule holográfico desenvolvido na Suíça. Os três looks nesse material com efeito arrebatador foram inspirados por crianças brincando com bolha de sabão que Edu viu durante sua viagem. E praticamente todos os tecidos são texturizados ou trabalhados de forma que sua origem passa despercebida para dar vida a uma outra coisa. O resultado bem sucedido pode ser visto nos muito vestidos em tons claros, com uma leve construção, nada pesada e muito jovem. “Depois daquele calor que sofremos, eu só pensava em coisas leves. Leveza foi a palavra que ficou na minha cabeça durante esse processo”, conta Edu. E também é a palavra que fica com a gente quando a luz do desfile se apaga.




Nesta publicação está faltando apenas o REVIEW Cavalera, em breve será atualizado!


TERCEIRO DIA DE SÃO PAULO FASHION WEEK VERÃO VERÃO 2015
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