A febre Flappy Bird


Uma receita que utiliza os ingredientes mais simples desta indústria, cozinhada por um produtor de um país sem tradição no mundo dos videogames, com temperos que já tinham sido combinados e recombinados um cem número de vezes. Apesar disso, Flappy Bird parece ter sido o primeiro jogo a juntar tudo na dose necessária para que, surpreendentemente, faça com que todas as pessoas a queiram provar.


Flappy Bird parte com um arsenal simples para uma jornada que tomou o mundo de assalto. Uma jogabilidade em que não temos que fazer mais do que tocar no ecrã para fazer o pássaro contrariar a gravidade, visuais agradáveis e conhecidos dos jogadores - já que as semelhanças com os títulos da Nintendo nem sequer são postas em causa -, e mecânicas de jogo que fomentam a repetição de cada percurso, vezes e vezes sem conta.


Flappy Bird é isto: não tem história, não tem variantes na jogabilidade, não tem poderes nem habilidades que podem ser desbloqueadas ou compradas, não tem nada disso, apenas uma repetição alimentada pela ilusão que podem derrotar a sua melhor pontuação e, sobretudo, que podem derrotar o que o seu amigo, namorada, pai, avó, colega de trabalho; acredito que a grande motivação é a competição que está instalada entre os milhões de jogadores que descarregaram o jogo. Aliás, penso que o sucesso de Flappy Bird deriva de milhões perguntarem a outros tantos milhões qual é a sua melhor pontuação.


Desde que Dong Nguyen anunciou no último sábado que seu game "Flappy Bird" não seria mais comercializado online, uma pergunta vem intrigando a internet: por que ele fez isso? De golpe de marketing a suspeita de plágio, vários rumores apontam razões possíveis para a decisão.

"Há uma teoria corrente de que Nguyen é algum tipo de gênio secreto do marketing e de que isso tudo foi um grande golpe para aumentar os downloads do jogo", afirma Forbes.

Dá play no MillyUMAcoisas sobre a febre Flappy Bird!

 


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