Segundo dia de São Paulo Fashion Week INV/2014


Marca: Alexandre Herchcovitch

Direção criativa: Alexandre Herchcovitch

Styling: Mauricio Ianes

Beleza: Celso Kamura

Trilha: Quarteto de cordas do Municipal

Inspirações: Camisolas antigas, era vitoriana

Materiais: Lã, voil de algodão, malha de cashmere e couro

Cores: Preto, cinza mescla, off white, camelo, magenta e bege

Highlights: “Camila, você veio no horário errado”, disse a assessora de imprensa depois de eu ficar parada no trânsito e andado metade do caminho (de salto) até o Theatro Municipal, onde aconteceu o desfile de Alexandre. Se ontem eu reclamava do frio, agora eu suava. Ale escolheu o espaço mais lindo e secreto do teatro, a cúpula, normalmente usada para ensaios, onde só cabem 150 pessoas. Por conta disso, fez duas apresentações. E por sorte eu consegui assistir porque já podemos dizer que foi um dos momentos mais bonitos dessa temporada e também das coleções recentes do estilista.



Marca: Acquastudio

Direção criativa: Esther Bauman

Styling: Flavia Pommianosky e Davi Ramos

Beleza: Robert Estevão

Trilha: Zé Pedro

Inspirações: As divas dos anos 1940, como Marlene Dietrich

Materiais: Lãs, tules bordados em linhas, veludos e resinas

Cores: Rosas claros, cinzas mesclas, vermelho e preto

Highlights: Em sua segunda temporada no SPFW (ela desfilou no Fashion Rio por 12 edições), a marca propõe uma imagem bastante feminina para o inverno, partindo de uma silhueta anos 1940, com cintura marcada e saias rodadas no meio da canela, silhueta do pós-guerra eternizada por Christian Dior como o New Look. A ideia do New Look era de fato trazer mais feminilidade às mulheres, que haviam passado os horrores de uma guerra e vestiam-se ainda de maneira sóbria e sem excessos.



Marca: Fernanda Yamamoto

Styling: Daniel Ueda

Beleza: Marcos Costa

Trilha: Max Blum

Inspirações: Anos 50 e artes plásticas

Materiais: Jacquard, organza

Cores: Amarelo, azul, vermelho

Highlights: Após retratar as donas de casa dos anos 1950, Fernanda parte para outra história, não muito longe dali, mas com cara totalmente diferente. Ela olha agora para a feminilidade dos anos 1940, o que resulta na coleção mais feminina da estilista, com saias e vestidos midi, ora amplas, ora mais próximas do corpo. Vale destacar o trabalho de cores (que explodem lindas na série de três peças de rganza em amarelo, azul e vermelho) e das estampas. Se na temporada passada ela colaborou com o fotógrafo Nino Cais, desta vez convidou o pintor de aquarelas André Maciel para criar uma estampa floral. O estúdio MY.S fez um desenho à lápis, que foi fotografado e impresso digitalmente no tecido. E por fim, a própria estilista fez uma estampa com rabiscos de canetinha. Em alguns momentos, um trabalho de volumes aparece nas mangas, trazendo uma estranheza de proporção que cabe no trabalho de Fernanda. Há boas peças, que vão do preto sóbrio ao amarelo vibrante, resultando em uma série de boas ideias para o próximo inverno.



Marca: Vitorino Campos

Styling: Michael Vendola

Beleza: Evandro Ângelo (cabelo) e Fabiana de Fátima (maquiagem)

Inspirações: “A corrente vital da natureza, a influência da fotografia de Irving Penn e o fim de tudo que nasce belo”

Materiais: Lã, algodão, zibeline, zibeline bordado em cristal, cetim duchese

Cores: Preto, cereja, off white, cinza

Highlights: Seja lá como o baiano Vitorino juntou pensamentos tão abstratos, o que importa é que ele… ARRASOU. O abstrato ficou só na inspiração porque a coleção é crua e direta. Uma mulher que passeia entre o clássico e o moderno, o feminino e o masculino, com ótimas (e usáveis) peças, a começar pelo clássico dos clássicos, a camisa branca, que rende a imagem mais linda do desfile, com a linda Cris Herrmann no look de abertura. Boas calças, bons casacos, e uma série de fendas e recortes em zíper (elemento importante) que rende imagens de tirar o fôlego de tão sexy. Zero vulgar, uma sensualidade misteriosa e que não entrega nada de bandeja, assim como de fato toda a coleção. Parabéns, menino, deu gosto de ver. Daqui, só pra frente!



Marca: Juliana Jabour

Direção criativa: Juliana Jabour

Styling: Daniel Ueda

Beleza: Henrique Martins

Trilha: Rodolfo Tavares e Daniel Tamenpi –(Soundproof)


Materiais: Moletom liso, moletom quadriculado, moletom com aplicação de foil gráfico, malha neoprene, malha jacquard, tecido metalizado, couro matelassado, alfaiataria listrada, crepe, tafetá de seda, georgette de seda, viscose, tricô com foil e bordado.

Cores: Branco, off-white, preto, mescla cinza, chumbo e ouro velho.

Highlights: Quando Juliana desfilou pela primeira vez, ela caiu na graça dos fashionistas por sua releitura do moletom, transformando as peças ultra-confortáveis em hits da descolândia paulistana. Agora, ela retoma sua matéria-prima favorita e seu DNA streetwear. O moletom aparece de formas variadas e é incrementado por outros materiais e bordados, dando uma cara menos despojada e mais cool, com maior capacidade de impacto. Do meio para o final, ela mostrou looks de sua linha de festa Gold, uma série de vestidos preto e branco, com elementos gráficos.



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