Entre a despedida e as aventuras de um intercâmbio


"As pessoas veem as coisas como elas são e perguntam 'por quê? '. Eu vejo as coisas como elas poderiam ser e pergunto 'por que não?". (Bernard Shaw)


Uma dessas coisas foi meu intercambio, e então, por que não? Essa pergunta surgiu há 3 anos na minha vida, e eu só estou descobrindo a resposta  agora que realmente estou realizando meu sonho. Sempre tive vontade de conhecer coisas novas, pessoas novas, culturas novas, mas eu nunca tinha pensando em intercambio antes, até que alguns amigos despertaram em mim esse desejo e meus pais me apoiaram desde o inicio.


As próximas etapas foram relativamente fáceis; fazer a inscrição, comparecer aos treinamentos, tirar passaporte, até a parte de arrumar as malas, tudo isso consegui realizar sem muito esforço, a parte que mais pesa e dói é se despedir não só da sua família e dos seus amigos, mas sim da vida que você construiu.


Logicamente não é bem uma despedida, é só um até logo, é um tempinho que você vai se afastar de tudo que você ama para simplesmente passar a amar outras coisas, descobrir um mundo novo, onde você escolhe como quer viver, onde você faz com que as coisas sejam inesquecíveis.


Sempre gostei da Alemanha, e agora que estou aqui, me apaixono cada dia mais. Sim, a cultura é muito diferente, a língua é bem difícil, principalmente no começo, as pessoas não são tão calorosas como os brasileiros, a comida não é a mesma, mas eu simplesmente amo tudo aqui e faço com que cada dia seja realmente um novo dia, alias a essência do intercambio é viver um dia de cada vez, fazendo novas descobertas e não criando uma real rotina. 


Na verdade, ainda não sei se um ano é realmente muito tempo e eu estou entendendo isso cada dia mais. O que é um ano pra conhecer um pais inteiro? O que é um ano pra aprender uma nova língua, pra conhecer uma nova cultura, pra fazer novos amigos? Por isso, a dica mais evidente a seguir é curtir intensamente o ano do intercambio, um dia de cada vez.


E uma das respostas do "porque não fazer intercambio?" não é tão difícil: "sempre desprezei coisas mornas, coisas que não despertam nem paixão, nem ódio, coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos, uma paixão mais ou menos, um romance mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador e intensamente. É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados e com eles seu orgulho, sua felicidade, sua raiva, seu asco, sua adoração ou simplesmente seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, estremecer, suar, desatinar, abrir um sorriso, descabelar, não merece fazer parte de sua biografia."  Eu escolhi isso e então  prefiro que seja intenso, propenso a saudades.

Até o próximo post, beijos da Lari! :*
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